Como estou devendo post há tempos e nenhuma grande ideia me surgiu reproduzo aqui o top dez de ficção-científica que bolei para acompanhar a brincadeira no fórum do Cineplayers.
1. Eles Vivem, (John Carpenter, 1988)
2. New Rose Hotel (Abel Ferrara, 1998)
3. O Exército do Extermínio (George Romero, 1973)
4. Videodrome (David Cronenberg, 1982)
5. La Jetée (Chris Marker, 1962)
6. 2001: Uma Odisséia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968)
7. O Incrível Homem Que Encolheu (Jack Arnold, 1957)
8. O Segundo Rosto (John Frankenheimer, 1966)
9. Alphaville (Jean-Luc Godard, 1965)
10. Vampiros de Almas (Don Siegel, 1956)
Primeiro grande clipe de 2010 é resultado deste verdadeiro petardo dos These New Puritans: We Want War. Dos seis discos de 2010 ouvidos até o momento nenhum soa tão novo e preciso quanto esta atmosférica caminhada rumo ao desconhecido protagonizada pelo quarteto inglês . Um disco tão bom quanto estranho e imprevisível em suas referências e batidas.
Revendo esta maravilha que certamente é meu clipe favorito lançado em 2009 não poderia ter outra reação que não linkar no blog.
Melhores filmes – Anos 2000
Sem condições de pesquisar screens e pensar em algo bonito para dizer. Vai aí meu top 20 em lista corrida mesmo:
01. Cidade dos Sonhos (David Lynch, 2000)
02. Kill Bill (Quentin Tarantino, 2003/2004)
03. O Signo do Caos (Rogerio Sganzerla, 2003)
04. Marcas da Violencia (David Cronenberg, 2005)
05. Amantes Constantes (Phillipe Garrel, 2005)
06. Memórias de um Assassino (Joon-ho Bong, 2003)
07. Mal dos Trópicos (Apichatpong Weerasethakul, 2004)
08. Encontros e Desencontros (Sophia Coppola, 2003)
09. Pesadelo Mortal (John Carpenter, 2005)
10. Adeus, Dragon Inn (Tsai Ming-liang, 2003)
11. Gran Torino (Clint Eastwood, 2008)
12. Espionagem na Rede (Olivier Assayas, 2001)
13. Aquele Querido Mês de Agosto (Miguel Gomes, 2008)
14. Femme Fatale (Brian De Palma, 2001)
15. Amor à Flor da Pele (Wong Kar-Wai, 2000)
16. Kairo (Kiyoshi Kurosawa, 2001)
17. Exilados (Johnny To, 2006)
18. Gangues do Gueto (Abel Ferrara, 2001)
19. Miami Vice (Michael Mann, 2007)
20. A Vida Marinha com Steve Zissou (Wes Anderson, 2003)
Como esta é a época das listas reproduzo aqui minhas escolhas de melhores do ano que fizeram parte da eleição do Cine Players (com uma pequena alteração colocando Adventureland no lugar de The Hangover já que quem manda sou eu então vale tudo, inclusive os que chegaram direto em dvd)
1. Gran Torino (idem, 2008)
Dir: Clint Eastwood

2. Aquele Querido Mês de Agosto (idem, 2008)
Dir: Miguel Gomes

03. A Fronteira da Alvorada (La Frontière de L’Aube, 2008)
Dir: Phillipe Garrel
04. Horas de Verão (L’Heure d’eté, 2008)
Dir: Olivier Assayas

05. Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, 2009)
Dir: Quentin Tarantino

06. Amantes (Two Lovers, 2008)
Dir: James Gray

07. Beijo na Boca, Não! (Pas Sur la Bouche, 2003)
Dir: Alain Resnais

08. Férias Frustradas de Verão (Adventureland, 2009)
Dir: Greg Mottola

09. Deixa Ela Entrar (Låt Den Rätte Komma In, 2008)
Dir: Tomas Alfredson

10. Inimigos Públicos (Public Enemies, 2009)
Dir: Michael Mann

Aproveitando o tempo entre um compromisso e outro para postar a lista de discos favoritos de 2009. Se tudo der certo esta mesma lista deverá ser publicada, de uma forma mais completa, organizada e comentada em um provável novo blog de música que estou projetando com algumas pessoas – e que, acredito, deverá sair nos próximos dias. Enquanto isso, a lista está abaixo (caso ouça algo novo e bom o suficiente para ultrapassar estes citados a lista no novo espaço deverá sair diretamente com as alterações):
1. Amor Vincit Omnia (Pure Reason Revolution)
2. Wilco – The Album (Wilco)
3. Bitte Orca (Dirty Projectors)
4. Dragonslayer (Sunset Rubdown)
5. The Resistance (Muse)
6. XX (The XX)
7. The Liberty of Norton Folgate (Madness)
8. Tonight (Franz Ferdinand)
9. Two Dancers (Wild Beasts)
10. The Pains Are Being Pure at Heart (The Pains Are Being Pure at Heart)
11. Aim and Ingnite (Fun.)
12. Merriweather Post Pavilion (Animal Collective)
13. Embryonic (Flaming Lips)
14. Song of the Pearl (Arbouretum)
15. Veckatimest (Grizzly Bear)
16. Humbug (Arctic Monkeys)
17. Together Through Life (Bob Dylan)
18. Jewelly (Micachu)
19. Journal for Plague Lovers (Manic Street Preachers)
20. Wolfgang Amadeus Phoenix (Phoenix)
Desculpas pela falta de atualização, mas a coisa está preta. O mais provável é que o blog continue na estiagem por um bom tempo, pelo menos até o Natal.
Muito mais por falta de tempo do que por excesso de vadiagem deixarei de partilhar impressões mais detalhadas de Distrito 9, mas não poderia passar este dia pós-filme sem registrar um pouco do meu contentamento. Posiciono-me mais ou menos ao centro dos dois grupos fanáticos que se formaram para, respectivamente, amar e odiar o debut de Neil Blomkamp – digo “mais ou menos” por estar muito mais próximo à adoração do que ao ódio, embora meu gostar não tenha a mesma entonação que o dos fãs assumidos. Serei aquilo que o filme despreza, rasga e destitui por completo do seu centro gravitacional: um exemplo de precaução e de pretenso equilíbrio.
Distrito 9 é cinema muito próximo da selvageria, onde o instintivo prevalece e o intelecto é deslocado para uma espécie de vácuo. Com isto, recebemos uma peça de estrondo brutalmente manejada como um filme-vômito, onde nada parece ser controlado, onde tudo é grotescamente – reconhecendo a grotesquidade com grande fascínio – arremessado à tela, onde impera o caos e as ideias parecem ser injetadas diretamente na veia do espectador. Em questão de minutos estamos ali, no meio da baderna, compreendendo cada uma das referências ao lado de cá de um jeito um tanto quanto estranho, como se estivessemos a par daquela realidade há anos, o que pode ser considerado o maior dos elogios à medida que reconhecemos no Cinema a necessidade de o realizador fazer o espectador comprar seu mundo particular e, principalmente, respeitá-lo (basta dizer que não há qualquer estranheza em ver o povo alienígena se chapar com comida de gato, muito menos em ver o mercado negro do produto se ampliando, etc – teria outros tantos exemplos). O mesmo acontece com a linguagem de câmera, que mistura conceitos básicos de estética cinematográfica com linguagens dinâmicas e inusitadas como a de televisão e video-game de uma maneira impossível de ser sintetizada por palavras. Através disso, a impressão que se tem é de que poderiam existir milhões de ironias e metáforas e críticas sociais enrustidas, mas não consigo encontrar espaço para pensar o filme fora desta sua realidade, talvez por ela ser tão bem apresentada e sustentada, talvez por transformar-se com o passar do tempo em um monumento de si mesmo. Não que eu não goste do gradativo enxugamento deste universo, desta emulação narrativa de video-game onde todo o filme gira em torno de uma visão em primeira pessoa e da forma como isto consome o filme até transformá-lo em um caroço lapidado. Pelo contrário: residem aqui alguns dos maiores méritos de Distrito 9, alguns dos motivos que fazem deste um filme tão divertido de um jeito tão vulgar. Apenas acredito que, da mesma forma com que torna o filme uma experiência bastante interessante sob este ponto de vista de divertimento porralouquista e vagabundo, permite a ele o contentamento de ser apenas isto. Penetramos no Distrito 9 e, ao sairmos dele, levamos nada além do saco de pipocas vazio para atirarmos no lixo. Novamente reitero: não é defeito, mas a constatação de uma conseqüência natural da proposta – uma proposta que é bastante comum mas que cada vez mais parece difícil de ser executada por Hollywood. Em seu primeiro filme, e fora deste eixo que abriga Michael Bay, Tony Scott e Uwe Boll, Neil Blomkamp conseguiu. Ainda assim, não há nada de novo no front; apenas o referido respeito ao seu próprio cinema, que deveria ser uma regra mas é responsável por fazer deste um filme de tamanho destaque.
Vendo a foto aí no topo do site acabei não resistindo: vai uma pausa (assim como no filme, onde o tempo, as horas, os perigos, absolutamente tudo se interrompe para eles) para o momento mais bonito do cinema.
Definitivamente bolar um top anos 50 é tarefa pra quem tem testículos blindados.
01. Onde Começa o Inferno (Rio Bravo, 1959)
Dir: Howard Hawks

02. No Silêncio da Noite (In a Lonely Place, 1950)
Dir: Nicholas Ray

03. O Quimono Escarlate (Crimson Kimono, 1959)
Dir: Samuel Fuller

04. A Marca da Maldade (Touch of Evil, 1958)
Dir: Orson Welles

05. Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)
Dir: Alfred Hitchcock

06. A Noite do Demônio (Night of the Demon, 1957)
Dir: Jacques Tourneur

07. O Pequeno Rincão de Deus (God’s Little Acre, 1958)
Dir: Anthony Mann

08. Hiroshima Meu Amor (Hiroshima Mon Amour, 1959)
Dir: Alain Resnais

09. A Morte Num Beijo (Kiss me Deadly, 1955)
Dir: Robert Aldrich

10. Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950)
Dir: Billy Wilder


Eu sei, já passou da hora de comentar o novo cd do Wilco, mas finalmente me sinto seguro para afirmar que, apesar de parecer um feito quase impossível, Tweedy e cia conseguiram fazer um disco praticamente tão genial quanto Yankee Hotel Foxtrot. Seria o disco do ano caso o Pure Reason Revolution não existisse, mas isto é insignificante diante da magnitude e da força desta obra-prima.
Talvez tenha sido a lista mais fácil de pensar e seja ao mesmo tempo a década com o maior número de obras-primas, mas as primeiras posições desse top são realmente ocupadas muito rapidamente. Há três ou quatro anos faço parte do grupo de defensores ferrenhos de filmes como Pierrot le Fou – que desde então se mantém como meu filme favorito, por mais difícil que seja escolher apenas um - e A Hora do Lobo. Godard emplacaria outros filmes na lista com facilidade (O Desprezo, Weekend) mas optei por citar apenas um por diretor. Apenas filmes geniais, milhares de outros tão bons quanto ficaram de fora, é injusto, é etc e toda ladainha que vocês já conhecem.
01. O Demônio das Onze Horas (Pierrot le Fou, 1965)
Dir: Jean-Luc Godard

02. A Hora do Lobo (Vargtimmen, 1968)
Dir: Ingmar Bergman

03. Blow Up – Depois Daquele Beijo (Blowup, 1966)
Dir: Michelangelo Antonioni

04. Bunny Lake Desapareceu (Bunny Lake is Missing, 1964)
Dir: Otto Preminger

05. Meu Ódio Será Tua Herança (The Wild Bunch, 1969)
Dir: Sam Peckinpah

06. O Ano Passado em Marienbad (L’Année dernière à Marienbad, 1961)
Dir: Alain Resnais

07. O Anjo Exterminador (El Ángel Exterminador, 1962)
Dir: Luis Buñuel

08. A Tortura do Medo (Peeping Tom, 1960)
Dir: Michael Powell

09. Um Caminho Para Dois (Two For the Road, 1967)
Dir: Stanley Donen

10. Estranho Acidente (The Accident, 1968)
Dir: Joseph Losey

Como estou relativamente entediado resolvi editar um top 20 de um de nossos gêneros favoritos: WESTERN. Limitei a dois por cineasta o que exclui terceiros filmes de Hawks, Ford, Peckinpah, Fuller, Leone, etc que estariam concorrendo com grandes chances de entrar na lista.
01. Onde Começa o Inferno (Howard Hawks,1959)
02. Meu Ódio Será Tua Herança (Sam Peckinpah, 1969)
03. Renegando Meu Sangue (Samuel Fuller, 1957)
04. Era Uma Vez no Oeste (Sergio Leone, 1968)
05. O Homem do Oeste (Anthony Mann, 1957)
06. Johnny Guitar (Nicholas Ray, 1954)
07. O Testamento de Deus (Jacques Tourneur, 1950)
08. Reinado de Terror (Joseph H. Lewis, 1958)
09. Paixões dos Fortes (John Ford, 1946)
10. Winchester ’73 (Anthony Mann, 1950)
11. Dragões da Violência (Samuel Fuller, 1958)
12. Pat Garret and Billy the Kid (Sam Peckinpah, 1973)
13. O Portal do Paraíso (Michael Cimino, 1980)
14. A Vingança de um Pistoleiro (Monte Hellman, 1965)
15. Quando Explode a Vingança (Sergio Leone, 1971)
16. El Dorado (Howard Hawks, 1967)
17. Quando os Homens São Homens (Robert Altman, 1971)
18. Vera Cruz (Robert Aldrich, 1954)
19. Rastros de Ódio (John Ford, 1956)
20. O Diabo Feito Mulher (Fritz Lang, 1952)
O que posso afirmar a mais é que um gênero cujo top 20 inicia com Hawks e termina com Lang não pode ser nada menos que perfeito.

Bresson não precisa fazer mais nada, apenas ligar a câmera e mostrar a realidade filtrada pelos olhos cansados de seu personagem, um jovem que desistiu de tentar compreender o porquê das coisas, da violência, da barbárie, do consumismo, da sociedade estar desta forma, conduzida sem escrúpulos pelas aparências e pelo capital. Um genuíno filme de horror moderno onde as únicas perspectivas de futuro são ou o conformismo ou a morte.
“We are the sons of no one, the bastards of young…”
Tentei encontrar pela internet o link de Bastards of Young na trilha de Adventureland, mas não consegui. Mas vai aí um link dessa antológica faixa de Tim, do Replacements, ao vivo e em péssima qualidade, como gancho para eu dizer mais uma vez que este filme de Mottola é brilhante, é mágico, é inacreditavelmente marcante.
Já que a moda mais uma vez são os tops vai aí uma atualização do top dez Hitchcock.
01. Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)
02. O Homem Errado (The Wrong Man, 1956)
03. Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958)
04. Intriga Internacional (North by Northwest, 1959)
05. Interlúdio (Notorious, 1946)
06. Pacto Sinistro (Strangers on a Train, 1951)
07. Os Pássaros (The Birds, 1963)
08. Trama Macabra (Family Plot, 1976)
09. A Sombra de uma Dúvida (Shadow of a Doubt, 1943)
10. Sob o Signo do Capricórnio (Under Capricorn, 1947)
Década de 70. Nem vou falar nada sobre ausências, só vejam a lista e me xinguem.
01. Fedora (Fedora, 1977)
Dir: Billy Wilder

02. A Mãe e a Puta (La Maman et la Putain, 1973)
Dir: Jean Eustache

03. Corrida Sem Fim (Two-Lane Blacktop, 1971)
Dir: Monte Hellman

04. Sem Essa, Aranha! (Sem Essa, Aranha!, 1970)
Dir: Rogerio Sganzerla

05. Verdades e Mentiras (Vérités et Mensonges, 1973)
Dir: Orson Welles

06. Profissão: Repórter (Professione Reporter, 1975)
Dir: Michelangelo Antonioni

07. A Primeira Noite de Tranqüilidade (La Prima Notte di Quiete, 1972)
Dir: Valerio Zurlini

08. A Morte de um Bookmaker Chinês (The Killing of a Chinese Bookie, 1976)
Dir: John Cassavetes

09. Prelúdio Para Matar (Profondo Rosso, 1977)
Dir: Dario Argento

10. Bang Bang (Bang Bang, 1970)
Dir: Andrea Tonacci

Tex Avery soube como poucos aproveitar os “limites” da animação (tendo consciência justamente, e como poucos, de que ela é ilimitada, de que pode-se fazer de tudo, ignorar a verossimilhança e viajar em um mundo a parte). No link, Who Killed Who?, minha animação preferida de Avery e que pertence à fase na MGM, seu mais criativo e artisticamente ousado momento.
Giallo é inferior ao filme anterior de Argento, Mãe das Lágrimas, do qual sou provavelmente um dos poucos defensores realmente apaixonados, o que não significa que seja um filme fraco. Longe disso. Argento volta aqui ao seu estudo de traumas de infância e utiliza-se do peso do passado de maneira impressionante, seja por flashbacks ou insinuações (a cena em que o assassino se masturba com uma chupeta na boca vendo fotos das vítimas violentadas é uma sacada ao mesmo tempo engraçada e elucidativa). Em sua forma o filme é errático como todo bom Argento, iniciando de maneira embriagada e se tornando mais sóbrio narrativamente conforme as coisas vão ficando claras. As seqüências que mostram o relacionamento entre o maníaco e suas vítimas e os flashbacks da infância de Brody são definitivamente as melhores, mas existem no filme outros grandes momentos como o plano final, de uma dureza impressionante.
Maiores comentários em possível futura crítica para o Cineplayers.
Dando seqüência, top dos anos 80. Ainda mais difícil que a década anterior e com muitas ausências inadmissíveis. E enfim, quem me conhece logo reconhece que esta é uma coleção de hours concours, mas não poderia fazer uma lista sem eles.
01. Eles Vivem (They Live, 1988)
Dir: John Carpenter

02. Um Tiro na Noite (Blow Out, 1981)
Dir: Brian De Palma

03. Cão Branco (White Dog, 1982)
Dir: Samuel Fuller

04. Terror nas Trevas (The Beyond/L’Aldila, 1980)
Dir: Lucio Fulci

05. Veludo Azul (Blue Velvet, 1986)
Dir: David Lynch

06. Carmen (Carmen, 1983)
Dir: Jean-Luc Godard

07. Depois de Horas (After Hours, 1985)
Dir: Martin Scorsese

08. O Estado das Coisas (Der Stand der Dinge, 1982)
Dir: Wim Wenders

09. Videodrome (Videodrome, 1982)
Dir: David Cronenberg

10. Amantes (Love Streams, 1984)
Dir: John Cassavetes

Quase lá: Terror na Ópera, Muito Riso e Muita Alegria, Era Uma Vez na América, O Desespero de Veronika Voss, China Girl, Memórias, Dublê de Corpo, Cannibal Holocaust, Viver e Morrer em L.A., Portal do Paraíso.
Por ordem do amigo Ronald Perrone que reeditou nossa brincadeira de tops de décadas disponibilizo aqui um top dez (dureza, dureza) da década de 1990 – se ele e Vlademir prosseguirem décadas a fora prometo fazer o mesmo! Como podem notar a lista é basicamente composta por reflexos da década anterior o que apenas comprova como ambas possuem um conjunto fortíssimo de grandes filmes que praticamente se completam.
01. Enigma do Poder (New Rose Hotel, 1997)
Dir: Abel Ferrara

02. Irma Vep (Irma Vep, 1995)
Dir: Olivier Assayas

03. Crash – Estranhos Prazeres (Crash, 1996)
Dir: David Cronenberg

04. Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990)
Dir: Martin Scorsese

05. Os Amantes da Pont-Neuf (Les Amants du Pont-Neuf, 1991)
Dir: Leos Carax

06. O Pagamento Final (Carlito’s Way, 1993)
Dir: Brian De Palma

07. Cure (Kyua, 1997)
Dir: Kiyoshi Kurosawa

08. De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, 1999)
Dir: Stanley Kubrick

09. À Beira da Loucura (In the Mouth of Madness, 1994)
Dir: John Carpenter

10. O Rei de Nova York (King of NY, 1991)
Dir: Abel Ferrara


Vou finalmente ficar satisfeito comigo mesmo no dia em que conseguir me expressar com 50% da doçura, da simplicidade, da emotividade e da sinceridade de Greg Mottola.
Até quando Truffaut será glorificado por filmes como Os Incompreendidos e Jules e Jim enquanto obras-primas como Duas Inglesas e o Amor ficam na surdina?
O cinema de William Friedkin tem uma urgência e uma rispidez que, como poucos, promove verdadeiras sessões de eletrochoque . Não sou grande admirador de seus filmes mais famosos – O Exorcista e Operação França – e o mesmo diretor tem no currículo algumas derrapadas incontornáveis – a refilmagem de Doze Homens e uma Sentença é um equívoco tão grande que poderia derrubar a reputação de um diretor com fã-clubes menores -, mas filmes como Parceiros da Noite e Viver e Morrer em Los Angeles são filmes de gênero invejáveis, e seus trabalhos desta década são, no mínimo, bons filmes – gosto de Caçado, e Possuídos é excepcional. Neste final de semana vi a versão do diretor para a obra-prima de Henri-Georges Clozout, O Salário do Medo. Comboio do Medo é uma experiência limítrofe, angustiante, feroz. Certamente, de um nível muito próximo ao original, inferior em alguns aspectos e superior em outros. A crueza e a freneticidade de Friedkin fazem de alguns momentos deste miserável tour de force uma experiência semelhante a arrancamento de pelos com pinça ou derramamento de cera quente no peito, qualquer coisa muito dolorosa e sádica - ou até mesmo masoquista, já que ver o filme é uma opção. Destaco a cena da ponte, certamente um dos momentos chave da carreira do diretor. Filme imperdível.
Arraste-me Para o Inferno é um embuste, mas um embuste tão divertido que se torna impossível tomar uma posição de contrariedade. A precisão de Raimi e o cuidado com detalhes, desde os mais infímios àqueles que fazem toda a diferença, são fantásticas (Raimi me parece ser um diretor que saberia utilizar a mais picotada das edições como ponto favorável de um filme, principalmente por saber posicionar uma câmera de forma a captar o movimento mais importante da ação e ao mesmo tempo jogar com inteligência com a mudança de ponto de vista da imagem – as seqüências de embate físico entre a velha e a moça são um primor nesse sentido). E no final das contas, por estes motivos e outros tantos, o filme acaba sendo mais do que uma emulação, mas uma peça que realmente parece ter sido desencaixada do movimento terrir dos anos 80 e descoberta duas décadas mais tarde (também remete bastante a Tourneur e sua obra-prima A Noite do Demônio, pela bela construção atmosférica, através de sombras, do vento e da própria fundamentação da mitologia e da história em si). E tem uma composição de quadro impecável, que no final das contas é o que faz toda a diferença em relação ao cinema de horror contemporâneo. Algumas ironias pinceladas por Raimi são impagáveis, como quando a protagonista come o primeiro pote de sorvete, em que maços de dinheiro vão fazendo escadinha no quadro até conduzir o olhar ao objeto. E caramba, adoro quando o filme descabela totalmente, naquela seqüência da dança do espírito. É um carnaval de bizarrices que somente poderia terminar em gargalhadas. E nem preciso comentar o final, que é genial e etc (desde a seqüência do cemitério, um primor visual).
Seria um filme comum nos anos 80. Não tem a mesma força e qualidade e inventividade de um A Morte do Demônio, por exemplo. Mas Raimi acaba comprovando que o feijão com arroz daquela época é superior à média atual. Década perdida é o caralho.
Tem gente que chama Eles Vivem de “filme de argumento óbvio” e “entretenimento burro”. Realmente, um filme que inicia com um brutamontes interiorano indo para a cidade grande procurar emprego só poderia terminar em uma caça a ets por túneis que serviam como base militar para eles implantarem mensagens subliminares em nossa mídia. É um argumento bastante óbvio mesmo. E burro, principalmente. Eles Vivem é um filme muito burro e óbvio. Burro e óbvio demais.
* A desculpar a ironia, mas há por aí uma intensa necessidade de se encontrar pêlo em ovo que, a cada dia que passa, faz dos argumentos utilizados pela análise cinematográfica um desfile carnavalesco de bizarrices e idiotias que parece não ter fim. Onde tudo isso vai parar, não sei.

Pupilas de vinil brilham ensangüentadas na Av. Atlântica
E o corpo de uma Chinesa Videomaker
Jaz espatifado em frente ao Othon Palace
Todos os RJ’s, todos os jornais locais
Todos os plantões policiais noticiam que…
Pupilas de vinil brilham ensangüentadas na…
São 2:45 da manhã, mas tudo começou às 23:45
Naquele edifício abandonado, de frente para Av. Atlântica
Entre a Prado Jr. e a Princesa Isabel
Onde funciona o…
Gueto Hong Kong, Boate Gueto Hong Kong
Uma Chinesa Videomaker supervisiona sua boate pornô
A única com garçonetes da dinastia Ming em topless
Eu digo, Ming em topless
Ela atravessa a multidão e dança de frente pruma imensa vitrine
Lotada de casais trepando, iluminados por slides da “Escrava Isaura”
Tudo em ordem…
Meia-noite. A Chinesa pára de supervisionar
Sua boate pornô
Resolve dedicar-se ao seu passatempo mais feroz.
Ela quer capturar pessoas pela noite de Copacabana
Ela quer chupar o sexo dessas pessoas
Ela quer massacrar os olhos delas com incessantes imagens
De telejornais
Ela entra na sua limusine prateada forrada com pentelhos de pin-ups
E pega a Av. Atlântica em alta velocidade.
0:15. Ela chega na esquina de Siqueira Campos com Atlântica
E joga um cabeção sonífero na cara de um rapaz
Que cai estatelado
Coloca o rapaz dentro de sua limusine prateada
Pega um retorno na Siqueira Campos
E parte em alta velocidade na direção do Leme
0:30. Ela passa em frente ao Meridian
0:35. Ela chega nos subterrâneos de uma garagem na Gustavo Sampaio
0:40. Ela coloca o rapaz no centro de um telão de 360°
Com os olhos esbugalhados por grampos especiais
0:45. Ela liga o telão e os olhos do rapaz
Começam a ser massacrados
Por incessantes imagens de telejornais
0:50. Ela começa a chupar o rapaz
Yeah, yeah!
Ela chupa o rapaz massacrado
Por telejornais, ela chupa
Ela chupa, ela chupa!!!
1:15. E agora, entre uma chupada e outra
A Chinesa diz algumas coisas para o rapaz
“Aí, rapaz. Eu dediquei toda a minha vida ao mundo
Das imagens artificiais
Das telinhas, dos telões
Vetezei dos comerciais mais lisérgicos
Aos mais belos bombardeios aéreos
Por isso eu te digo, rapaz
Que pra cada beijo e facada
Existe uma coisa pesquisada
E o mais vagabundo ferro de passar
Tem a ver com uma pesquisa militar
Quantas vezes o mundo é catalogado
Registrado eletronicamente
Todos os dias?
Por isso eu te digo, rapaz
Que diante das imagens é preciso ter…
e relaxar a razão de todas as coisas!”
Sexuais imagens de telejornais
Internacionais imagens de telejornais
Policiais imagens de telejornais
Espaciais imagens de telejornais
1:45. Sexo chupado, olhos massacrados
O rapaz é deixado, abandonado pela Vídeo-exú
Numa encruzilhada do Leme
E a Vídeo-exu resolve dar uma voltinha até o Othon Palace
Atravessando as multidões que saem
Das sessões de meia-noite de Copacabana
Duas horas da manhã!
Ela atravessa as multidões cinematográficas
Do Cinema 1
Do Ricamar
Do Jóia, do Bruni, do Condor
Do Art-Palácio
Do Copacabana
Do Roxy!!
E o que ela vê na madrugada da Xavier?
Ela vê na madrugada da Xavier da Silveira
Na vitrine de uma loja de artigos esportivos Adidas
Um telão passando ininterruptos saques
De Martina Navratilova e Gabrielle Sabatini
Hipnotizada por um “saque-Sabatini”, ela nem percebe a aproximação
Das famosas menininhas “Neo-Madonnas” com seu novo visual
Cabelo Curto, louro platinado
Vestido de couro azulado
Discretos crucifixos
Lasers camuflados
Quando a Mandarim Pornô se toca
Já tá cercada pela Neo-Madonnas que perguntam ironicamente:
Surprise, Shangai?
2:35. As Neo-Madonnas levam pro alto do Othon Palace
A Chinesa Videomaker
2:44. As Neo-Madonnas vão jogar
Vão jogar
E vai cair e vão jogar
Caiu!
Bateu com a boquinha no 10° andar
Bateu com os peitinhos no 8° andar
China-Exú, Like a Virgin
China-Exú, Holiday
China-Exú, Lucky Star
China-Exú, Material Girl
China-Exú, Papa don’t Preach
China-Exú, True Blue
China-Exú, Get in to the Groove
China-Exú
“Now I know you’re mine!”
5° andar
3° andar
2° andar
1° andar
China-Exú!
(Fausto Fawcett – Chinesa Videomaker)






























Blow Out é o filme que eu levaria para uma ilha deserta (mesmo que fosse apenas para ter por perto, sem ter onde reproduzir nem nada). O filme que me fez amar o Cinema, e pelo qual até hoje permaneço apaixonado.
Acabei de me dar conta de que o Assim Está Escrito fez anos há quatro dias. Em se tratando de um blog de Daniel Dalpizzolo isto é algo a se comemorar. É o primeiro que consigo manter por tanto tempo, mesmo que alguns recessos tenham ocorrido (até mesmo minhas participações no Cineplayers foram interrompidas antes de completar um ano – a atual eu acredito que vá durar mais tempo, pelo menos é meu desejo). Pretendo dar mais valor a ele a partir de agora, voltar a atualizar e etc, vai que o raio caia novamente neste lugar e eu consiga completar outro ano em um mesmo blog. Seria a ‘mulher de três tetas’ dos blogs de internet, mas podem ter certeza que estou em busca deste tipo de prazer.
Brincadeira perversa: tente ordenar os melhores filmes de Peter Bogdanovich.
Tem como fazer isso não.
![[image]](http://auteurs_production.s3.amazonaws.com/stills/33028/targets_1968_2.jpg)
Targets, primeiro filme de Peter Bogdanovich, é um brilhante estudo sobre o medo. Claro, foram feitos outros tantos filmes sobre o assunto, mas nenhum tão cinematográfico quanto. Nenhum outro contou com Boris Karloff e seu olhar diabólico sendo transformados de monstruosidades a símbolo de ingenuidade em meio a uma sociedade tomada pela loucura e pela violência. Nenhum outro contou com a precisão blindada de Bogdanovich, a frieza embasbacante daquelas seqüências mudas de preparo para o caos. Nenhum outro teve um clímax tão ousado e visceral, tão desconstrutivo e ao mesmo tempo tão espetaculoso. E caramba, colocar um atirador detrás de uma tela de cinema em que era projetado um “inocente” filme de monstro com Karloff só pode ser a mais ousada das artimanhas. Se era um filme capaz de assustar toda uma geração, a realidade agora é outra (ainda mais hoje, quando tudo isso apenas se agravou). Bem mais cruel e torturosa do que um homem que brincava de assustar mulheres em castelos medievais.
Decidi fazer um revival com alguns clássicos de infância neste final de semana. O ponto de partida foi One Dark Night, de Tom McLoughlin. Não é lá das mais difíceis das tarefas compreender porque o sexto capítulo de Sexta-Feira 13 é também um dos mais interessantes – e se não for meu preferido está muito próximo disso, ainda que eu esteja longe de ser um fã da série – da franquia, ainda mais se observarmos que, mesmo tendo que respeitar esta que é uma das mais fortes correntes fílmicas dos anos 80, algumas das melhores características de seus outros filmes foram mantidas por Tom sem que com isso fosse quebrada a essência cobrada pelos fãs xiitas de Jason. Quanto a One Dark Night, é um bom filme ainda hoje, mesmo com algumas escorregadas bem evidentes.
Já estou com outros filmes para prosseguir com a maratona: Do Além, de Stuart Gordon, e SHAKMA, o clássico, o irresistível, o eterno filme do babuíno assassino que até há alguns anos eu jurava ser invenção da minha cabeça.
João Toledo, nas duas últimas edições da Filmes Polvo, desenvolveu um excelente estudo sobre Brian De Palma. Material que vale a pena ser lido tanto por fãs quanto por detratores do diretor.
Como o assunto são discos e eu como todo bom viciado em música também sou um viciado em listas reproduzo aqui minha lista provisória de melhores discos do ano.
01. The Liberty of Norton Folgate (Madness)
02. Amor Vincit Omnia (Pure Reason Revolution)
03. Tonight (Franz Ferdinand)
04. Humburg (Arctic Monkeys)
05. Wilco – The Album (Wilco)
06. Song of the Pearl (Arbouretum)
07. Merriweather Post Pavilion (Animal Collective)
08. Further Complications (Jarvis Cocker)
09. Cutting the Edge (Chicks On Speed)
10. The Eternal (Sonic Youth)
11. Together Through Life (Bob Dylan)
12. Bitte Orca (Dirty Projectors)
13. Dark Was the Night (Vários Artistas)
14. Enemy Lines (Swan Lake)
15. Walking on a Dream (Empire of the Sun)
16. Veckatimest (Grizzly Bear)
17. Grace/Wastelands (Peter Doherty)
18. Great Escape (The Rifles)
19. Wolfgang Amadeus Phoenix (Phoenix)
20. Invaders Must Die (The Prodigy)

Momento bizarro no Assim Está Escrito, mas acredito que estou tomando a iniciativa de transformar este espaço em um blog de assuntos gerais, e não apenas um infímio local para falar de Cinema (faz bem mais sentido dentro da minha cabeça). Poderia tratar de muitas coisas mais interessantes do que isto, mas sinto necessidade de registrar que o single Vibrator das garotas do Chicks On Speed, produzido em parceria com o ex-B-52’s Fred Schneider, é uma das coisas mais divertidas lançadas no mundo da música este ano – e o disco, apesar de sofrer de alguns dos problemas que normalmente assolam albuns duplos, também é muito bom.
“Don’t close your leg’s/Don’t lock the door/Let’s do the vibrator!”

Não usava este espaço há anos, mas com duas horas para gastar, o campus vazio e uma chuva inacreditável que não para de cair me impossibilitando de fazer qualquer movimento acabei encontrando motivação para postar. Pra falar de nada, na realidade. Usei como entrada uma foto de Judex, de Georges Franju, que talvez seja um bom material para fazer um post. Franju é um daqueles cineastas de quem me envergonho de conhecer poucos filmes. Vi Os Olhos Sem Rosto, vi Judex. São filmes que ao mesmo tempo compartilham virtudes e não possuem grandes semelhanças. Franju era um cineasta imaginativo e ligado diretamente ao movimento surrealista, o que por si só explicaria o fascínio que imagens como esta exercem sem precisarem estar conectadas a algo maior. Se a magia de Os Olhos Sem Rosto pertence especialmente às numerosas questões que sucitam ao longo de sua trama, em Judex ocorre o oposto. É difícil afirmar o que existe de tão importante acontecendo entre – ou durante – aqueles tantos atos silenciosos e repletos de signos evocativos. Judex é a poesia do negro, do obscuro, do fantástico e do imaginário. O controle narrativo embasbacante, a operação de cada novo elemento diegético como se tudo sempre fosse independente de passado ou futuro, unicamente como fruto das possibilidades do deus ex machina; o homem com a cabeça de pássaro, o rigor do baile de fantasia, o corpo flutuando delicadamente nas águas do rio, os homens escalando as paredes ou os letreiros que se formam como se por obra magia negra em objetos e no próprio ar. São tantos os motivos que me convidam a ser fã deste filme que eu nem sei mais. Necessito é de ver mais filmes de Franju.
Alguém poderia me explicar o que está acontecendo com o circuito brasileiro? Ok, tenho consciencia de que a coisa nunca foi muito certa, mas de uns tempos pra cá as distribuidoras parecem estar de brincadeira. Se pegarmos os dois últimos meses a lista de cancelamentos e adiamentos e outros mentos que tiram filmes das salas de cinema provavelmente vai ser maior do que a de estreias. Neste final de semana em específico estavam programados dois filmes que certamente interessam ao meio cinéfilo, em maior ou menor grau: Amantes, de James Gray, e O Guerreiro Genghis Khan, produção da Mongólia que chegou a concorrer ao Oscar de melhor filme não feito por Hollywood. Tem o Harry Potter também, mas enfim, isso pouco me interessa porque é claro que ele está com sua estreia garantida. Agora, quanto aos outros dois, créu. Fim do mês pra um e, no caso de Amantes, FIM DE AGOSTO. Para ambos a equipe do site já estava com material pronto para lançar (o filme do guerreiro mongol, que é um saco, eu mesmo havia visto e comentado), mas mais uma vez – isso vem acontecendo toda semana – eles são atirados para outras datas sem qualquer motivo. Ou até tem, já que, no lugar, está entrando em cartaz o novo, hun, enfim, a nova porra em audiovisual da turma do Cocoricó. Assim não dá mais.
Como ando cada vez mais atribulado e preguiçoso quando penso em atualizar este espaço nada me surge a não ser a ideia de trocar o nome para Assim Esteve Escrito.
Quem sabe um dia as coisas voltem ao normal. Enquanto isso meus movimentos na internet se resumem ao trabalho no Cineplayres (este sim tem andado a todo vapor, se não com críticas - andei menos presente em maio e devo fechar o mês com quatro textos publicados o que na realidade é um grande feito, ainda mais pra mim) com funções mais técnicas como cadastro de filmes para encorpar nosso banco de dados, que é o que tenho mais tenho feito.

Como reagir a filmes como Viagem à Itália? Confiando em minha mediocridade prefiro acreditar que seja impossível encontrar palavras expressivas o suficiente para quebrar meu silêncio.
Já que transformei este espaço em um twitter enrustido gostaria de deixar registrado meus sentimentos aos leitores da revista SET que depois de tanto tempo aguentando o tranco deixa de circular. Não era nem nunca fui leitor da revista mas enfim, como comunicador isso me deixa no mínimo um pouquinho chateado. Não sou daqueles que acredita na extinção da mídia impressa mas coisas como esta fazem pensar bastante a respeito (embora o caso da SET foosse meio prevísível já que é uma luta praticamente impossível para uma revista que concentra sua linha editorial basicamente na informaçõa e nas novidades conseguir competir com a agilidade da mídia online.
Como pessoa organizada que sou acabei esquecendo de linkar minha crítica ao novo filme de Soderbergh.
Horas de Verão, de Olivier Assayas. Ô coisinha mais maravilhosa. Muito próximo de ser o expoente máximo da arte de Assayas. Mas muito mesmo.
01. Eles Vivem
02. O Príncipe das Sombras
03. Os Aventureiros do Bairro Proibido
04. Assalto à 13ª DP
05. Cigarette Burns
06. A Cidade dos Amaldiçoados
07. O Enigma do Outro Mundo
08. A Bruma Assassina
09. Halloween – A Noite do Terror
10. Fuga de Nova York
Sessão pago pau a Carpenter, porque esse merece demais. E vem uma penca de projetos novos – isso se saírem finalmente do blablabla hehe – pela frente o que me deixa praticamente alérgico de ansiedade. E enfim, é tão mestre que tive que cortar filmes como À Beira da Loucura Christine do top dez.






























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