Crítica: Os Oito Odiados (Quentin Tarantino, 2015)

tumblr_nszzw3f88c1qe3aixo1_540tumblr_nszzw3f88c1qe3aixo2_540

Let me tell what America is about

Cortando o tom monocromático das paisagens do Wyoming, encobertas pela neve que não cessa em cair, uma diligência se desloca pela estrada enquanto observamos, fincada ao chão, a estátua de Jesus Cristo pregado à cruz. Os primeiros planos de Os Oito Odiados, que no decorrer da ação descrita anunciam o formato de imagem Ultra Panavision 70mm, resgatado por Tarantino e pelo fotógrafo Robert Richardson, rememoram alguns elementos cênicos essenciais do western que virão a desaparecer no desenrolar do filme. Pois, contrariando as cenas iniciais e a expectativa gerada pelo anúncio de uma proporção de enquadramento mais horizontal, pouco veremos dos deslocamentos pela natureza selvagem árida, dos imensos planos abertos de montanhas e planícies, das locomotivas à vapor e comunidades em formação, dos embates a céu aberto entre heróis e vigaristas. A representação deste universo icônico amplamente assimilado pela memória cinematográfica, no qual abriam-se caminhos para a exploração dos territórios do Oeste norte-americano, já não é mais possível. Em Os Oito Odiados, o provável mesmo é que esse mundo tenha desaparecido.

Se, no auge do cinema western, grandes cineastas construíram a partir do gênero ricos olhares sobre a vida em comunidades e as regras de organização social, sobre a fundamentação da justiça e sobre a ética e moral individuais dos homens, este filho bastardo do gênero, lançado mais de 50 anos após o fim de seu período de ouro e conduzido por um cineasta que se permite reescrever com alguma liberdade – por vezes contestável – a história da civilização e do cinema, acaba fatalmente mergulhando estes temas em puro niilismo e melancolia. Aqui, a mesma nevasca que preenche as montanhas de branco também apaga a estrada e encobre qualquer sinal de vida depois da curva do horizonte, e não surgirá em cena nada que as largas lentes 70mm possam fotografar para além de um microcosmo cercado por quatro paredes de madeira rústica, um ambiente claustrofóbico, doentio e gradualmente encharcado por sangue humano; um ambiente legitimamente pós-apocalíptico, regido pelo caos e por impulsos descontrolados de violência, e que talvez sequer pertença a este mundo (o inferno, diriam os cristãos? E como ele é gelado).

A taverna de Minnie: catarse e violência

Desde seu primeiro longa-metragem oficialmente lançado nos cinemas, o policial urbano Cães de Aluguel, o espaço cênico exerce função essencial na mise-en-scène de Tarantino, seja como elemento-chave na instalação e na resolução de conflitos (Cães e seus bandidos em fuga escondidos no galpão; a sala de cinema que queima na vingança judaica de Bastardos Inglórios; o escravo Django e sua chacina na Casa Grande), seja na composição de atmosferas cinematográficas envolventes, palcos ficcionais para puros delírios formais (Kill Bill e as sequenciais batalhas em cenários minuciosamente elaborados; À Prova de Morte e o bar chicano, numa noite de easy pleasures que culminará em tragédia). Em Os Oito Odiados, Tarantino aproxima como nunca estas abordagens do espaço cênico e eleva-o ao principal plano da realização, condensando quase que exclusivamente neste mesmo ambiente todos os personagens e conflitos, todos os truques e artifícios cinematográficos, instalando no interior dessa taverna, onde o extracampo talvez não passe de ilusão, uma bomba-relógio que sintetiza um país moralmente em ruínas, e que implodirá lentamente sob constantes rompantes de fúria.

200

Neste inferno social, instaurado na ressaca da Guerra Civil e partilhado por homens e mulheres, caucasianos e negros, ianques e confederados, imigrantes ingleses e mexicanos, caçadores de recompensa e vigaristas, Tarantino propõe, à sua maneira radical e sangrenta, uma espécie de revisão livre de um dos clássicos fundamentadores do western: No Tempo das Diligências, de John Ford, que registrava em 1939 uma pequena comunidade diligente na qual, com a aproximação de diferentes personagens, desenhava-se um microcosmo da sociedade norte-americana, com homens honrados e marginais lado a lado enquanto procurava-se entre eles uma possibilidade de convívio, uma maneira de se articularem em prol de uma necessidade comum de sobrevivência. Para Tarantino, porém, embora a representação em microcosmo se repita, a conciliação parece realmente impossível, e não há em seus personagens qualquer resquício de valores como honra, lealdade, confiança e respeito. Pelo umbral da porta, passaram apenas os legítimos douchebags.

O plus autoral do cineasta novamente emerge na habilidade em articular diferentes gêneros e referências cinematográficas em um mesmo plano de criação. Estamos no Velho Oeste, mas este é na verdade um filme mais próximo do horror – seja na encenação ou no discurso – que qualquer outro filmado por Quentin até então. Bebendo em obras expressivas do gênero como O Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter (a principal referência em termos de estética e estrutura, da qual o cineasta importa o tom apocalíptico decorrente do isolamento e da paranoia crescente entre um limitado grupo de pessoas na inescapável iminência da morte), Carrie – A Estranha, de Brian de Palma, e Battle Royale, de Kinji Fukasaku, e com uma trilha-sonora enervante do maestro Enio Morricone, Tarantino amplifica o mal-estar proporcionado pelo conflito entre diferenças políticas e raciais e pela progressiva desconfiança que se estabelece entre os oito personagens, construindo uma tensão que beira o insuportável e promovendo a catarse gore como única saída possível para a resolução de qualquer conflito.

tumblr_o1bubggeds1tuxm3lo1_400

Neste contexto de intolerância, o banho de sangue habitualmente presente no clímax de suas produções recentes passa a ocupar aqui pelo menos 1/3 da projeção, numa sequência de embates insanos e de violência exagerada e cartunesca, com vísceras e membros se dilacerando e jorros intermináveis de sangue falso que vão concedendo ao cenário um aspecto cada vez mais sujo e putrefato, mais próximo de uma representação literal do inferno. A sensação de desolamento aumenta pois, desta vez, sequer se separam heróis de vilões, nem se elegem protagonistas pelos quais seja possível sentir um mínimo de empatia, como víamos nos dois volumes de Kill Bill (A Noiva), em Bastardos Inglórios (Shoshanna) e Django (o personagem homônimo) – ou até mesmo À Prova de Morte, com seu ato final de vingança feminina. Afinal, a América de Tarantino é essa reunião de intolerantes, misóginos, racistas, assassinos, traidores e mentirosos, e a melancolia em Os Oito Odiados é pontuada pela impossibilidade de legitimar qualquer aperto de mão ou palavra dita.

Sejam as constantes histórias narradas de um personagem a outro(s) – no exemplo mais evidente, numa das mais envolventes composições cenográficas do filme, um flashback surge para ilustrar em imagens uma provocação mentirosa, recurso que remete à abertura de Pavor nos Bastidores, de Hitchcock –, ou até mesmo uma pacificadora carta escrita pelo presidente Lincoln e endereçada ao único personagem negro presente na taverna, que retorna à cena em momentos-chave da obra, nada será mais do que um recurso de persuasão e enganação, ampliando a conta de mau-caratismos. “O único momento em que os negros estão a salvo, é quando os brancos estão desarmados”, diz o negro. “Pois quando os negros estão assustados é que os brancos estão a salvo”, diz o branco. Pela sobrevivência testa-se todos os recursos, mas se existe algo que une este bando é que, ao final da linha, todos deitarão juntos na mesma pilha de corpos. Se Os Oito Odiados abre com a imagem de Cristo pregado à cruz, símbolo do sacrifício pela humanidade, o plano final mais duro e desesperançoso de uma obra de Tarantino lembra que, a essa altura, talvez o sacrifício tenha mesmo sido em vão.

Publicado originalmente no catálogo da mostra Quentin Tarantino: O Maestro do Caos, realizada em junho de 2016 em Belo Horizonte. 

No Silêncio de uma Cidade (Fritz Lang, 1956)

tumblr_nem1y5zcqq1s39hlao1_500

Candidato a Lang favorito, posto nobríssimo considerando a expressividade da filmografia e o número de obras-primas. A premissa de M – a caça a um maníaco acuado – reimaginada a partir da disputa por poder em uma grande instituição corporativa midiática que cobre o caso, com um twist de ponto de vista muito duro e cínico, como bem apontou Jonathan Rosenbaum (características marcantes dos últimos Langs na América). Concentra boa parte dos temas caros ao cineasta em uma narrativa extraordinariamente moderna, desde a impactante abertura pré-créditos, que remete à cena do chuveiro em Psicose (filmado alguns anos depois), até a fluída transição entre personagens (Andrews, Fleming, Mitchell, Sanders, Price, Lupino, Barrymore…) e gêneros (film noir, suspense jornalístico, thriller de serial-killer, drama moral…), e ainda pelas observações críticas sobre mídia de massa, controle e produção da informação e todos os desvios morais e truques nada íntegros dos jornalistas, que acabam transformando a corporação midiática em um ambiente mais degradante que as notícias tenebrosas veiculada por eles. A sequência com Andrews dialogando diretamente com o assassino através do seu programa de televisão, um embate olho a olho mediado pela câmera e pela tela do televisor, é de uma força impressionante, e um belo prenúncio do que Lang desenvolveria com um olhar ainda mais aprofundado em Os Mil Olhos do Dr. Mabuse, filme seminal para estudo da imagem contemporânea.

while-the-city-sleeps.jpg

Crítica: Carol (Todd Haynes, 2015)

tumblr_o0pq8o1qg81rbud4zo1_500

Chama a atenção, logo nas primeiras cenas de Carol, o momento aparentemente deslocado em que Therese (Rooney Mara) assiste, na companhia de amigos, do alto da sala de projeção de um cinema, ao clássico Sunset Boulevard, de Billy Wilder. Um dos jovens que a acompanham toma notas enquanto observa o filme, ao qual revela estar assistindo pela sexta vez. “Estou correlacionando as falas dos personagens com o que eles realmente sentem”, confessa aos demais – no que seu irmão mais velho, o projecionista, afirma: “Meu irmão caçula, o cinéfilo babaca”.

O que aparenta ser uma anedota de Todd Haynes sobre a própria cinefilia e sua obsessão com os filmes irá se revelar uma espécie de observação autorreferencial muito objetiva. Pois Carol é este filme extremamente consciente da relação entre a superfície das imagens e a subjetividade dos sentimentos expressados, suspenso entre a concretude da ação e a abstração do afeto e da memória, entre a atração de olhares que se cruzam e toda potência que emergirá de um encantamento em tese inominável e indescritível.

A narrativa de Carol parte de uma imagem explicitamente referencial (a mão no ombro que tornou-se clássica em Brief Encounters, de David Lean, prenúncio do fim de um amor impossível) para em seguida mergulhar no âmago da memória afetiva, num encadeamento de sequências que exploram, de maneira muito evocativa, toda carga de sentimentos que irá conferir novos sentidos à releitura deste gesto. Um procedimento para o qual, muito além da citação pós-moderna ou reprodução inócua de fórmulas, busca na arte maneirista a provocação de um choque entre tempos históricos que constituirá o ponto nevrálgico de sua encenação.

tumblr_o255xv4zyg1uin94yo1_500

Afinal, se ali estão os traços e a ambientação do melodrama de Douglas Sirk (a sociedade pós-guerras e seus tabus) e de sua revisão fassbinderiana, a citação a David Lean, duas faces que remetem diretamente a divas da Era de Ouro (Cate Blanchett e seu eterno sonho de ser Katherine Hepburn, Rooney Mara e a feição mais audreyhepburniana vista no cinema desde Audrey Hepburn) e um livro publicado em 1952 (The Price of Salt, de Patricia Highsmith), ao mesmo tempo este material contrabandeado de décadas longínquas é filtrado sob uma mediação formal extremamente contemporânea, consciente das transformações vividas pelo mundo das imagens e pelas imagens do mundo, traduzindo um desejo de resgatar e reestabelecer toda uma relação entre faces, corpos e câmera que se mostra cada vez mais rara – tanto no cotidiano quanto, de maneira mais direta, no cinema narrativo industrial, ao qual o filme pertence.

Nesse sentido, a parceria de Haynes com o fotógrafo Edward Lachman, com o qual já havia trabalhado anteriormente em Far From Heaven e Mildred Place, atinge uma sinergia impressionante. Se, até que aquela mesma mão volte a pesar sobre seu ombro naquele mesmo momento, o trajeto de Therese será o do autodescobrimento e Carol representará essa lufada de vida que transformará suas angústias e incertezas em potência de ação, Haynes e Lachman por sua vez constroem um monumento para resgatar o valor de uma intimidade ameaçada – na história, em 1950, ameaçada pela sociedade conservadora da época, que oprime o amor homossexual e a independência feminina; na revitalização formal, em 2015, pela banalização da nossa própria relação com as imagens, que artificializa corpos e esvazia valores de gestos tão fundamentais.

É na escolha pelo 16mm granulado e no atrito que a bitola provoca com os demais elementos que Haynes e Lachman encontram para o filme sua textura tão singular, dando aos gestos e em especial aos rostos e aos olhares filmados toda uma outra profundidade. Num período em que o digital já dominou plenamente o mercado cinematográfico (e este foi um dos últimos filmes em película processados no New York Film Lab, cujas atividades estão no momento interrompidas), tanto no que diz respeito ao registro e à distribuição cinematográficas quanto a algumas identidades formais mais elementares, o resgate não-derivativo do 16mm funda esse estranho universo extremamente potente em que a combinação dos grãos da película com as opções de câmera e montagem provoca em tela um curto-circuito impressionante.

tumblr_o2kglefgop1siox7bo2_400

E se falamos em restituição da intimidade através da imagem, é inevitável destacar como a câmera traduz precisamente a carga de sentimentos que se correlacionam com a superfície, especialmente em três aspectos fundamentais: primeiramente, no enquadramento dado a este ambiente que sufoca e oprime, registrando as personagens por entre janelas, portas, paredes e por detrás de objetos, vidraças e vitrines. Em seguida, a fuga: num momento de intimidade de pura delicadeza, uma cena de sexo das mais bonitas e simbólicas – “i’m not alone this year”, e as mesmas mãos pousando sobre o mesmo ombro –, transformando o encontro entre corpos nus em um gesto absolutamente libertador, pintando a tela inteira com o tom das peles – não estão mais sozinhas e, finalmente, são somente elas. Por fim, na provocação maneirista definitiva, toda uma revisão esperançosa do gesto – a mão sobre o ombro, que já simbolizara o fim e o princípio, agora é a possibilidade de continuidade – quando o tempo de encontro entre dois olhares, duas faces separadas pelo campo e contracampo, é suspenso, amplificado, abrangendo em suas reticências um mundo de possibilidades.

Publicado originalmente no fanzine Zinematógrafo, de Porto Alegre

Meu Ano Cinéfilo (2015)

A exemplo de 2013 e 14, registro aqui os filmes extra-circuito comercial vistos pela primeira vez no ano que mais me marcaram (o top do circuito publiquei aqui). A lista de 2015 nasce numa vibe director’s cut, com 70 posições (+ algumas menções) ao invés das 25 das anteriores, já que o exercício de memória foi muitíssimo facilitado pelo diário do Letterboxd.

Outra alteração é a divisão entre séculos. Para fazer justiça ao considerável número de bons filmes das últimas duas décadas vistos, criei um top para filmes do século XXI, mencionando outros que não teriam espaço entre tantas obras imensas da história do cinema.

Século XX

50. road games50. Road Games (idem; Richard Franklin, Austrália, 1981)

50. ucho49. A Orelha (Ucho; Karel Kachyna, Checoslováquia, 1970)

48. kisses48. Kisses (Kuchizuke; Yasuzô Masumura, Japão, 1957)

46. alerta vermelho da loucura47. Alerta Vermelho da Loucura (Il Rosso Segno Della Follia; Mario Bava, Itália, 1970)

lylah clare46. A Lenda de Lylah Clare (The Legend of Lylah Clare; Robert Aldrich, EUA,1968)

44. short night of glass dolls45. A Breve Noite das Bonecas de Vidro (La Corta Notte Delle Bambole di Vetro; Aldo Lado, Itália, 1971)

43. o matador de ovelhas44. O Matador de Ovelhas (Killer of Sheep; Charles Burnett, EUA, 1977)

42. a mão do diabo43. A Mão do Diabo (La Main du Diable; Maurice Tourneur, França, 1943)

41. minnie & moskowitz42. Assim Falou o Amor (Minnie & Moskowitz; John Cassavetes, EUA, 1971)

40. o trem41. O Trem (The Train; John Frankenheimer, EUA, 1964)

38. os ladrões40. Os Ladrões (Les Voleurs; Andre Téchine, França, 1996)

wake of the red witch39. No Rastro da Bruxa Vermelha (Wake of the Red Witch; Edward Ludwig, EUA, 1948)

37. o olho do mal38. O Olho do Mal (L’oeil du Malin; Claude Chabrol, França, 1962)

36. martin37. Martin (idem; George Romero, EUA, 1977)

34. excitação36. Excitação (idem; Jean Garret, Brasil, 1976)

35. meus pequenos amores35. Meus Pequenos Amores (Mes petites amoureuses; Jean Eustache, França, 1974)

33. saint jack34. Saint Jack (idem; Peter Bogdanovich, EUA, 1979)

32. the big gundown33. O Dia da Desforra (La Resa dei conti; Sergio Sollima, Itália, 1966)

31. scarlett empress32. A Imperatriz Vermelha (The Scarlett Empress; Josef Von Sternberg, EUA, 1934)

30. inquietude31. Inquietude (idem; Manoel de Oliveira, Portugal/França, 1998)

29. mulher do aviador30. A Mulher do Aviador (La femme de l’aviateur; Eric Rohmer, França, 1981)

28. gion29. As Irmãs de Gion (Gion no shimai; Kenji Mizoguchi, Japão, 1936)

27. une vie28. Uma Vida (Une Vie; Alexandre Astruc, França, 1958)

26. horatio27. O Falcão dos Mares (Captain Horatio Hornblower R.N.; Raoul Walsh, EUA, 1951)

25. apache drums26. Flechas da Vingança (Apache Drums; Hugo Fregonese, EUA, 1951)

24. numero deux25. Número Dois (Numero Deux; Jean-Luc Godard, França, 1975)

23. meu nome é tonho24. Meu Nome é Tonho (idem; Ozualdo Candeias, Brasil, 1969)

22. arrebato23. Arrebato (idem; Iván Zulueta, Espanha, 1979)

21. hanging tree22. A Árvore dos Enforcados (The Hanging Tree; Delmer Daves, EUA, 1959)

20. jeannenews from home21. Jeanne Dielman / News From Home (Jeanne Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles; Chantal Akerman, Bélgica/França, 1975 / idem; Chantal Akerman, Bélgica/França/Alemanha Oriental, 1977)

20. naked dawnstrange illusion20. Madrugada da Traição / Estranha Ilusão (The Naked Dawn; Edgar G. Ulmer, EUA, 1955 / Strange Illusion; Edgar G. Ulmer, EUA, 1945)

18. suprema conquista19. A Suprema Conquista (Twentieth Century; Howard Hawks, EUA, 1934)

17. the outfit18. A Quadrilha (The Outfit; John Flynn, EUA, 1973)

19. special effects17. Special Effects (idem; Larry Cohen, EUA, 1984)

16. wavelenght16. Wavelength (idem; Michael Snow, Canadá/EUA, 1967)

15. artists and models15. Artistas e Modelos (Artists & Models; Frank Tashlin, EUA, 1955)

14.14. Cavalgada Trágica (Comanche Station; Budd Boetticher, EUA, 1960)

13. mulher branca13. Não Toque na Mulher Branca (Touche pas à la femme blanche; Marco Ferreri, Itália/França, 1974)

12. yearning12. Tormento (Midareru; Mikio Naruse, Japão, 1964)

11. the wind11. O Vento (The Wind; Victor Sjöström, EUA, 1928)

10. some came running10. Deus Sabe Quanto Amei (Some Came Running; Vincente Minnelli, EUA, 1958)

9. gli occhi9. Olhos na Boca (Gli occhi, la bocca; Marco Bellocchio, Itália/França, 1982)

8. man escaped8. Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut; Robert Bresson, França, 1956)

7. moonlightning7. Classe Operária (Moonlighting; Jerzy Skolimowski, Reino Unido, 1982)

6. 6. the river 6. india song6. India: Matri Bhumi¹ / Rio Sagrado² / India Song³ (¹ idem; Roberto Rossellini, Itália/França, 1959 / ² The River; Jean Renoir, França/Reino Unido/India/EUA, 1951 / ³ idem; Marguerite Duras, França, 1975)

5. a flor do mar5. À Flor do Mar (idem; João César Monteiro, Portugal, 1986)

4. long voyage home

whole town's

4. A Longa Viagem Para Casa / O Homem Que Nunca Pecou (The Long Voyage Home; John Ford, EUA, 1940 / The Whole Town’s Talking; John Ford, EUA, 1935)

3. le trou

montparnasse

3. A Um Passo da Liberdade / Os Amantes de Montparnasse (Le Trou; Jacques Becker, França, 1960 / Modigliani of Montparnasse; Jacques Becker, França, 1958)
2. duelle2. Duelle (Duelle: une quarantaine; Jacques Rivette, França, 1976)
1. canyon passage1. Paixão Selvagem (Canyon Passage; Jacques Tourneur EUA, 1946)

_____________

Século XXI

touch of sin 20. Um Toque de Pecado (A Touch of Sin; Jia Zhangke, China/Japão/França, 2014)

burying-the-ex19. Burying the Ex (idem; Joe Dante, EUA, 2014)

assassina18. A Assassina (Nie yin niang; Hsiao-Hsien Hou, Taiwan/China/Hong Kong/França, 2015)

para minha irma17. Para Minha Irmã (À ma soeur!; Catherine Breillat, França, 2001)

lessons of the evil16. Lessons of the Evil (Aku no Kyoten; Takashi Miike, Japão, 2012)

lady in the water15. A Dama na Água (Lady in the Water; M. Night Shyamalan, EUA, 2006)

historias extraordinarias14. Histórias Extraordinárias (Historias Extraordinarias; Mariano Llinás, Argentina, 2008)

forbidden rom13. O Quarto Proibido (The Forbidden Room; Guy Maddin, Canadá, 2015)

tornerano i prati12. Os Campos Voltarão (Torneranno I Prati; Ermanno Olmi, Itália, 2014)

retribution11. Resident Evil 5: Retribuição (Resident Evil: Retribution; Paul W. Anderson, EUA, 2012)
blackhat10. Hacker (Blackhat; Michael Mann, EUA, 2015)

traveling light9. Traveling Light (idem; Gina Telaroli, EUA, 2011)

louvre8. Uma Visita ao Louvre (Une Visite au Louvre; Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, Alemanha/França/Itália, 2004)

midnight after7. The Midnight After (Na yeh ling san, ngo joa seung liu Wong Gok hoi wong dai bou dik hung Van; Fruit Chan, Hong Kong, 2014)

goinghome26. Vou Para Casa (Je rentre à la maison; Manoel de Oliveira, Portugal/França, 2001)

the day he arrives5. The Day He Arrives (Book chon bang hyang; Hong Sang-soo, Coreia do Sul, 2011)

não toque no machado4. Não Toque no Machado (Ne touchez pas la hache; Jacques Rivette, França/Itália, 2007)

cidade de sylvia3. Na Cidade de Sylvia (En la ciudad de Sylvia; José Luis Guerín, Espanha/França, 2007)

ptu sparrow2. PTU / Sparrow (PTU; Johnnie To, Hong Kong, 2003 / Man jeuk; Johnnie To, Hong Kong, 2008)

visita ou memórias1. Visita ou Memórias e Confissões (idem; Manoel de Oliveira, Portugal, 2015)